terça-feira, 5 de março de 2013

Agiotagem



Agiotagem é crime, por isso consumidor mais afoito e compulsivo tenha cuidado para não cair nas garras daqueles que emprestam dinheiro com juros abusivos, muito além do estabelecido no mercado. O esquema é sempre o mesmo: o agiota faz o empréstimo calçado em uma garantia – uma casa, um automóvel ou qualquer outro bem de valor, como jóias e relógios. Alguns chegam até a tranferir antecipadamente o imóvel ou o automóvel para o seu nome, como garantia de pagamento, e cobram juros sobre juros, de tal forma que o consumidor nunca mais consegue quitar a dívida. E pior, ainda há aqueles que, não contentes com essas garantias, impõem como condição cheques pré-datados, para no dia do pagamento do salário poderem sacar o dinheiro antecipadamente. Essas práticas são consideradas crime pela Lei nº 1.521, de 26/12/1951, em seu artigo 4º, alínea a, e a pena é detenção de seis meses a dois anos. Elas também constituem crime contra o Código de Proteção e Defesa do Consumidor, pois, no seu artigo 3º, ele define como fornecedor a pessoa física que faz da agiotagem o seu negócio e exige do consumidor vantagem manifestantemente excessiva (Amparo Legal: artigo 3º, parágrafo 2º, artigo 39, inciso V; e artigo 71 do CPDC. Pena: detenção de três meses a um ano e multa).      
Preste atenção: Se você estiver sendo vítima de agiotagem, avise ao criminoso que irá denunciá-lo à polícia se não houver acordo. Não tenha medo porque a vítima é você. Dever não é crime, extorsão sim! (artigo 160 do Cógigo Penal. Pena: de um a três anos de reclusão e multa).

Disponível:.celsorussomanno.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=256:agiotagem&catid=49:artigospublicados&Itemid=227, acesso 05/03/2013.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Para Reale, projeto do novo Código Penal pode se tornar vergonha internacional



No início de sua exposição no Senado sobre o projeto do novo Código Penal (PLS 236/2012), o jurista Miguel Reale Júnior declarou que há no texto "impropriedades de tamanha grandeza que ele pode se tornar objeto de vergonha internacional". Também disse que sua posição é a mesma de cerca de 20 entidades representativas da sociedade brasileira. Anteriormente, ele já havia dito que a proposta "não tem conserto".
Reale participa neste momento da audiência pública que está sendo promovida pela comissão especial de senadores que examina esse projeto de lei de reforma do código. O relator da comissão é o senador Pedro Taques (PDT-MT). Após a argumentação de Reale, a comissão vai ouvir a exposição do procurador regional da República Luiz Carlos Gonçalves, que foi relator da comissão de juristas que elaborou o anteprojeto do PLS 236/2012.
A reunião acontece na sala 3 da Ala Senador Alexandre Costa e está sendo transmitida em um dos canais da TV Senado .

Supremo derruba liminar de Fux sobre vetos



O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou nesta quarta-feira a liminar do ministro Luiz Fux que obrigava o Congresso Nacional a votar em ordem cronológica os mais de três mil vetos presidenciais que aguardam apreciação há mais de dez anos, antes de analisar o veto à lei que criou novas regras para a partilha dos royalties do petróleo. Na prática, isso permitirá que o Congresso retome a votação do Orçamento Geral da União de 2013, que estava suspensa desde dezembro, quando Fux concedeu a liminar, e vote a qualquer momento o veto ao projeto que muda as regras de distribuição dos royalties e prejudica Rio de Janeiro e Espírito Santo, estados produtores de petróleo.
Os parlamentares dos demais estados querem votar esse veto na próxima semana, para derrubá-lo, e manter na lei a distribuição dos royalties para todos. O placar do julgamento, que não tratou do mérito, foi de seis votos a quatro. Caso seja confirmada a derrubada dos vetos, as novas regras dos royalties deverão ser contestadas pelos estados produtores por meio de uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) ao STF, que questione o mérito da lei, e não o processo legislativo que levou à sua aprovação.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), comemorou a decisão do STF: disse que ela respalda a posição do Congresso e marcou para hoje reunião com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para discutir a retomada das votações na sessões conjuntas do Congresso (Câmara e Senado). Os ministros do STF que votaram contra a liminar de Fux tiveram o mesmo entendimento do Congresso: a medida cautelar engessava a atividade legislativa.
Ficamos felizes com a decisão do Supremo, porque ela consubstancia o papel principal do Congresso. Amanhã, vamos decidir com o presidente Henrique em relação à pauta e voltar a trabalhar disse Renan, evitando falar se vai colocar imediatamente o veto dos royalties do petróleo em votação.
Não decidimos nada. Só a partir de amanhã vamos decidir.
O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse crer que a pressão dos demais estados será grande:
É uma derrota enorme do Rio, mas é uma decisão do Supremo. Vamos fazer uma batalha regimental e de conteúdo na sessão do Congresso, mas temos que reconhecer que é muito difícil.
Autor do mandado de segurança ao STF que gerou a liminar de Fux, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), também lamentou a decisão:
Estou triste. Como todo o respeito ao Supremo, lamento a decisão. Na prática, a cassação da liminar vai permitir que o Congresso, descumprindo a Constituição, vote a derrubada do veto dos royalties.
Na sessão desta quarta-feira, Fux defendeu a manutenção da ordem para a votação no Congresso. Votaram da mesma forma s Março Aurélio Mello, Celso de Mello e o presidente da Corte, Joaquim Barbosa. Do lado oposto ficaram Teori Zavascki, Rosa Weber, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.
Primeiro a discordar de Fux em plenário, Zavascki defendeu a modulação da liminar de dezembro. Ele não explicou como isso ocorreria. A solução sugerida pelo governo federal é que a análise cronológica sirva apenas para os vetos que aguardam análise nos últimos 30 dias. O restante continuaria na fila de votação. Caberia aos parlamentares escolher a ordem de análise do acervo. Mas esse assunto não foi decidido nesta quarta-feira. Os ministros apenas derrubaram a liminar. Em data ainda não prevista, o plenário julgará o mérito da ação.
Em seu voto, Zavascki argumentou que a falta de análise dos cerca de três mil vetos por parte do Congresso gera um grave cenário. Porém, não seria viável a votação cronológica desse pacote para solucionar o problema. Isso porque poderia ser considerada ilegal a forma como os parlamentares analisaram outros vetos antes desse passivo afinal, a ordem cronológica não era obedecida. Zavascki defende que o STF resolva a situação no julgamento do mérito.
Rosa Weber lembrou que o STF costuma considerar questões do Congresso como interna corporis (a serem resolvidas pelos parlamentares). Logo, não caberia ao STF dar uma liminar como a de Fux. Toffoli argumentou que a ordem de votação dos vetos é uma decisão política a ser tomada pelo Congresso. Para ele, a liminar de Fux engessou as atividades parlamentares.
Obstar um Poder de deliberar é algo possível, não se fecha a porta nunca à teratologia, ao absurdo. Vamos supor que o Congresso Nacional queira condenar um presidente à morte. Mas não vejo absurdo desse tipo aqui alegou Toffoli.
Fux explicou que a Constituição determina que, no caso de descumprimento do prazo de 30 dias para votação dos vetos presidenciais, ele deve ser automaticamente inserido na pauta da sessão seguinte, suspendendo a tramitação de outras proposições.
Não é o Judiciário que está determinando, é a Constituição Federal que assim faz. Até porque não votar o veto tranca a pauta disse o ministro, que também rebateu o argumento de parlamentares de que a questão seria interna corporis: O regimento (do Congresso) complementa aquilo que estabelece a Constituição Federal. São regras jurídicas. Como essas normas jurídicas não podem ser sindicadas pelo Poder Judiciário? Eu não consigo (entender), sinceramente, é uma limitação que eu tenho...
Fux voltou a dizer que a liminar não impedia o Congresso de votar outros temas, mas só vetos. Gilmar Mendes questionou essa interpretação:
É esse estado de anomalia e patologia que tem sérias repercussões sobre todo o sistema. Dizer que isso não repercute na lei orçamentaria? Mas tem de combinar com os russos. Veja o quadro que se coloca no mundo é de muita sensibilidade disse Mendes.
Março Aurélio apoiou o relator:
Sua Excelência escancarou uma mazela desta sofrida República. Rasgando a Constituição Federal, a maioria esmaga a minoria e fica por isso mesmo. Não se avança culturalmente dessa forma. É um flagrante retrocesso.
Jucá quer votar orçamento antes de vetos
Celso de Mello e Barbosa votaram no mesmo sentido. O presidente do STF considerou muito grave os parlamentares terem abandonado a análise dos vetos nos últimos anos:
Estamos diante de um fenômeno de extrema gravidade, de um exemplo muito claro de como se dá a hipertrofia do Poder Executivo no nosso sistema de governo. Essa hipertrofia se dá por meio da abdicação do Congresso das suas prerrogativas constitucionais disse Barbosa.
No veto que gerou o impasse, a presidente Dilma Rousseff suprimiu artigo da lei que diminuía a parcela de royalties e da participação especial dos contratos em vigor destinada a estados e municípios produtores de petróleo. O artigo ainda ampliava os ganhos dos demais estados. Sem o veto, que deve ser derrubado, a lei retira dividendos dos estados produtores. Molon, que acompanhou o julgamento, afirmou:
O Rio de Janeiro e o Espírito Santo já estão com as Adins prontas para ingressar no Supremo assim que o veto for derrubado. Portanto, perdemos a batalha, mas, certamente, não perdemos a guerra.
O deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) disse que o veto pode ser votado na próxima semana:
Achei a decisão maravilhosa. Já aprovamos a urgência para a votação dos royalties e o Supremo disse que podemos o que quisermos.
Mas o relator do Orçamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR), disse que o Orçamento tem que ser votado antes: Queremos que seja votado até terça-feira. (O Globo) 
Disponível: http://amp-mg.jusbrasil.com.br/noticias/100367567/supremo-derruba-liminar-de-fux-sobre-vetos, acesso em 01/03/2013.

Mulheres Brasileiras, AVANCEM!



Partido da Mulher Brasileira é um dos 12 que buscam registro definitivo no TSE
Presidente do PMB Suêd Haidar percorre o Brasil criando representações (foto arquivo)
As mulheres correspondem a 52% da população brasileira e há 80 anos conquistaram o direito de votar. Mas a participação feminina na política ainda é pequena, apesar de a legislação eleitoral garantir que 30% dos candidatos dos partidos sejam mulheres. Com o título de “Partido da Luluzinha”, texto publicado na coluna do jornalista Ancelmo Gois, na edição de domingo (25/11) do jornal O Globo, revela que 12 novas legendas estão em processo de formação no Brasil e uma delas é o PMB: Partido da Mulher Brasileira. Segundo Gois, desde 2008, a presidente do PMB, Suêd Haidar, percorre o país em busca de assinaturas para o registro definitivo do partido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – mesmo processo pelo qual passou o PSD, de Gilberto Kassab. O colunista relata que Suêd já conseguiu 478 mil e faltam 75 mil assinaturas. O PMB já montou diretórios em 11 estados e somente três presidentes regionais são mulheres. Suêd admite a dificuldade de encontrar mulheres interessadas em atuar na vida político-partidária. Ela contou ao colunista de O Globo que uma militante não entrou para a sigla porque o marido foi contra. (Bahia Notícias)
Disponível: http://www.jequiereporter.com.br/blog/archives/35384, acesso em 01/03/2013.